Avançar para o conteúdo principal

"it´s a brand new day... "

pelo menos é o que o Joshua Radin está a cantar...e muito bem por sinal!

Hoje as minhas "consciências" estacionaram num estado de optimismo e felicidade muito agradável, e não porque tenha ganho o euro milhões ou a old fashion lotaria... e não, não é porque é Natal, ou porque estou de férias (até porque férias, férias vai ser só em Agosto...e venham elas!), é mais por causa das pessoas... Apesar de parecer quase ridículo não consigo parar de gostar, e muito, de pessoas, é verdade que são mazinhas e aldrabonas e mal intencionadas e egoistas e arrogantes e... e... e... (tenho de resistir às enumerações) e o resto que vocês já sabem!

Mas, também é verdade que por vezes são fantásticas, corajosas, estupidamente interessantes, densas, cheias de surpresas... e gosto disso!Bastante até!

E hoje tive umas quantas conversas de café... bom, o café só esteve presente numa delas, (mas ajuda a preencher o conceito!)que mais uma vez me fizeram parar e pensar que há por aí gente "muito à frente", epah e muitos deles são meus amigos! Como diria uma delas "QUE SORTE!".

A aventura começou ao telefone, do outro lado alguém com todas as razões do mundo para desistir de tentar reconciliar-se com a família, todas e mais algumas, mas não...insiste..insiste (tipo aula de aeróbica) insiste e não desiste...e tenta..e volta lá...e ninguém reconhece... e nada muda...e volta lá... e tenta outra vez...Porquê?? Valerá a pena? Sinceramente não sei... mas que aprendo com esta maneira de viver...ah isso sim, aprendo a ser mais crescida, a não esperar coisas em troca... aprendo que amar os outros implica dar a outra face (onde é que eu li isto? ah sim...já me lembro!), mesmo quando não há retorno... e isto, isto é "muito à frente!"

Continuemos... estava eu a passear pela aldeia global que é o nosso querido facebookinho e no meio das histórias do alheio... encontrei alguém que tinha passado a noite da consoada com os sem abrigo, bom...isto só por si é interessante, mas não é por aí que quero ir! A parte gira da conversa foi ouvir o "alguém" dizer que a pior parte foi ver a falta de esperança e concluir que quer gastar o seu tempo a lutar por estas pessoas, não só para as ver com o banho tomado, a barba feita, a barriguinha cheia, com um emprego, uma casa, uma conta poupança...mas mais do que isso, vê-las com um sentido na vida, com vontade de lutar por elas mesmas,com sonhos... com ESPERANÇA!! isto fez-me sorrir..:)olha e eu...eu também quero!

E a tarde continuou...e com ela as descobertas... falei com uma amiga que não vejo há muito tempo, a vida não lhe tem corrido de feição... mas a miúda é rija!! E à pergunta do costume respondeu :"estou a pôr a vida em ordem!" e fiquei, mais uma vez, feliz! Com a coragem, com a vontade de acertar, de corrigir os erros... de ser mais e melhor!

Então... é assim... hoje é um "brand new day"... e há muito para aprender, para ser,para construir, para partilhar... e graças às pessoas que me rodeiam é quase impossível não ter uma imensa vontade de estar "consciente, orientada e colaborante!"

Comentários

  1. ora aqui estou eu,
    gostei muito deste post e mais do que isso, gosto da maneira que escreves.
    Mas realmente a esperança é uma coisa linda, é humana!E é tão bom poder ver isso a nossa volta, pessoas que transparecem e brilham de esperança!
    Hey be good!

    ResponderEliminar
  2. Os dias muito cheios (digo eu, que estou do teu outro lado) são também dias em que TU tocaste na vida de muitos outros. (consciente, orientada e colaborante?)

    Nesses meus dias sou tentada pelo cansaço, pelo "já chega" (bem sabes como os meus dias vêm sendo cheios). Fazes-me apetecer VER mais as pessoas, que existem nos meus dias cheios. SENTIR as pessoas, como parte dos meus preenchimentos desse dia. Para isso é preciso confiar-se nas pessoas com quem se vai estar, mas.. bom.. nada que um momentinho de concentração não resolva! :)

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Deu tudo certo!

A mala está semi-feita, faltam as coisas pequenas, falta fechar, despachar e partir. É bom partir para casa, mas é difícil fechar este ciclo. Atrás de mim ficam as histórias, as pessoas com quem aprendi a ser bem mais que médica, ficam as coisas que só poderia ter vivido num país virado para o sol e para os sorrisos abertos. Elas ficam e vêm comigo no coração, porque a mala já tem excesso de peso, trago o que sou agora e que não era há três meses atrás.  Aliás, essa é a beleza desta experiência, vou provavelmente esquecer-me dos critérios do síndrome hemofagocítico, mas dificilmente da médica que deu chocolate e coca-cola à menina que tinha uma sonda naso-gástrica, dos meninos da enfermaria, dos adolescentes da consulta, isto tudo vai comigo e irá para onde eu for! Escrevo isto com o peito apertado, aquele desconforto na garganta, um incómodo que não sei explicar, no fundo estou ansiosa de chegar e a rebentar de saudades e ao mesmo tempo triste por deixar isto tudo para t...

Dia_20 “A vida é dura para quem é mole…”

O dia começou soalheiro numa tabanca chamada “Madina” e a D. Domingas foi ao mato buscar um legume para o almoço, nada de especial até aqui, a vida corria sem percalços, um dia normal na vida de uma mulher Guineense! Mas, e há sempre um mas… Há 4 espécies de cobras venenosas nesta região! Há muitas cobras na época das chuvas! Há mato! Há azar na vida… Há um pé que é mordido por uma cobra! Pede-se ajuda… liga-se para a AMI! Vamos a correr. A viagem de jipe parece interminável, tentamos definir um plano de acção para quando chegarmos ao destino não perdermos tempo. Chegamos a Madina, toda a aldeia está em alvoroço, há olhos cheios de esperança, talvez “os brancos” tragam a solução… A senhora vem meio inconsciente, é trazida por 4 homens até nós, improvisa-se uma sala de cuidados intensivos na parte de trás do jipe. Há gente por todo o lado! Avaliam-se os sinais vitais… o pulso mal se sente! Entrou em choque! Ouvimos o batimento cardíaco ir embora… e levar com ele a esperança de ter sid...

Chegámos!

Estou na Índia!! Até custa a acreditar… bom, a ideia foi ganhando forma quando no avião, em vez de uma sandes, nos serviram uma espécie de crepe com caril tão picante que até ardia. Mas, a realidade, a sério e às sérias, veio quando saímos do avião e foi como se tivéssemos entrado na zona das plantas tropicais da Estufa fria em Lisboa, isto é, pusemos os pés fora do avião e veio de lá "aquele bafo" que transbordava humidade e que nos transportou para a nossa realidade – Estamos na Índia! E, porque é na Índia que estamos, nem ficámos chateados nem fizemos reclamações, com o facto de termos demorado mais de uma hora a "resgatar" as nossas malas do tapete, isto porque o dito tapete de 10 em 10 minutos "sofria dos nervos" e parava e depois recomeçava a rolar devagarinho até que paralisava outra vez…. A acrescentar à espera, tenho de vos contar um detalhe, daqueles que só vistos, então não é que cada vez que passava uma mala no tapete toda a minha gente estend...