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Mensagens

As banananinhas de Chiang Mai

Deixámos Bangkok em direção ao Norte da Tailândia, Chiang Mai. Com uma ideia em mente desde Lisboa: descansar, sem grandes planos e itinerários, parte da aventura é mesmo isto, ir descobrindo à medida que vamos andando, sem saber os pontos de paragem, tendo apenas em mente o voo para Bombaim no fim do mês. Chegámos no início da tarde a um “belo” quartinho virado para a estrada principal (desta vez o colchão era melhor), o chamado preço-qualidade satisfatório. Moída de mais uma viagem e de noites mal dormidas, contudo com vontade de ver e cheirar a nova cidade e diga-se cheia de fome, lá fui eu sozinha em busca dos misteriosos encantos e lanches desta terra. Sozinha porque a nossa linda equipa tinha um membro cansado e cheio de sono… lá fui à procura de qualquer coisa que se comesse! A ideia era virar à direita no fim da rua e ir em frente. Fui, encontrei um batido de manga e ao voltar pelo mesmo caminho, avistei uma agitação levemente compatível com um mercado! Ai, o que é ...

Bangkok: uma sopa e uma esquina.

Continuamos em Bangkok! Estou a gostar, principalmente da novidade. Sabe-me bem olhar à volta e ver o desconhecido, as pessoas, os edifícios, as bancas de fruta, o trânsito… Gosto disto! Claro que estou aqui e volta e meia estou na Índia numa espécie de presságio, num sonho antecipado, num agridoce de quem não sabe para o que vai, um desejo com dois pés atrás, porque um é muito pouco! Depois olho à volta e digo para mim mesma (dada a ausência de botões, o que é uma grande chatice nestes momentos de introspeção) aproveita as férias, aproveita a anestesia da evasão, desfruta! E a Índia volta para a sua gaveta e o passeio continua! O problema desta tentativa de organização das ansiedades e dos “nervos” foi uma esquina de Bangkok. Numa noite quente e húmida bem ao estilo asiático, com a boca ainda dormente depois de ter comido uma espécie de sopa de peixe e marisco, maravilhosa, uma explosão de sabor, espetacular, mas picante que doía, doía, ardia, e no fim ficou a dormência do n...

Às voltas por Bangkok !

Já fez uma semana que aterrámos em Bangkok (ou Banguecoque)! Passou uma semana mas tenho a sensação que estou aqui há uma infinidade de tempo. Não sei porquê, desconfio que tenha que ver com a intensidade da descoberta e a quantidade de coisas insólitas que nos têm acontecido! Chegar a Bangkok foi um custo! 27h entre aviões e escalas. Parámos em Bombaim e o meu coração míope bateu mais forte e depois encolheu-se, encolheu-se numa sístole prolongada e esmifrada, respirei fundo, ri-me de nervosa e balbuciei... São 3 meses… 3 meses inteiros! Mas desta vez foi só uma escala prolongada e uns quantos carimbos no passaporte. A Índia está para vir, isto foi só um cheirinho, um cheirinho cheio de ar condicionado e comida ocidental (não te habitues!). Depois veio Bangkok! Mal falada e mal fadada Bangkok. Ouvi de tudo, cidade terrível e confusa, cheia de prostituição, degradante e mal cheirosa, templos e budas e pouco mais! Estivemos 4 dias lá e vi pouco do que me contaram e muito...

Partida, " Lagarta", Fugida!

Cá vou eu.. cá vamos nós! Rumo ao Oriente! Faltam 7h para o avião partir.. a mala ainda não está feita (em processo!), falta arrumar meia dúzia de coisas.. ideias e emoções incluídas! A mala é pequena! É sempre pequena! Pequena para guardar a roupa, os livros (contei 10!) e o medo, medo bom e medo mau.. medo do desconhecido e medo desconhecido (para os momentos que sei que tenho medo mas não sei de quê), mas levo mais que medo! Levo "Ganas"- uma vontade visceral de aprender, de crescer, de ser relevante! Vontade de viver os sonhos.. aqueles.. (silêncio!). E é assim que vamos... A aventura começa em Bangkok num registo de descoberta e de férias, e depois sim..o prato principal... A Índia e o hospital! A Índia, o hospital e a Bianca! Bom.. a mala já está feita! Leitor imaginário conto contigo para mais uma aventura, para a partida não falta muito, quanto à "lagarta" no fim da viagem contam-se as borboletas, espero que não seja preciso a "fugida"!! ...

Desta vez na Reanimação !!

Em qualquer hospital do mundo a sala de reanimação ou de emergência é o local do doente em estado muito grave, é ali que a bem dizer se “salvam vidas” ou se mantêm, é ali que se ligam pessoas ao ventilador, é ali que se usa o desfibrilhador… Bom, é aquela medicina aguda, cheia de adrenalina, entre a espada e a parede! Aí em casa ir à reanimação mete sempre medo, principalmente, em dias em que há poucos médicos mais velhos, porque pode dar-se o caso de ir lá e ficar sozinha e isso é um medo daqueles a rondar o susto. Digo ir à reanimação, porque funciona da seguinte maneira, sempre que chega um doente instável em estado potencialmente grave o enfermeiro da triagem toca uma campainha, tipo sino da escola (igualzinho ao barulho que se ouve no Lidl de vez em quando, estejam atentos!), isto faz com que os vários profissionais se dirijam à sala de reanimação! O segredo de uma boa equipa na reanimação é a organização, a sistematização de atitudes, toda a gente sabe o seu papel e to...

Finalmente no Hospital em Vellore!

Tudo o que vejo inunda-me o coração, não consigo parar de observar: a multidão de gente que enche os corredores, as roupas coloridas, a magreza que por aqui abunda, os vários blocos do hospital que é bem maior que o meu aí em casa, os guardas com um apito a direcionar as pessoas e as motas, os estetoscópios ao pescoço sem bata (a bata não lhes assiste?), as senhoras enroladas em Sari brancos (enfermeiras?), cadeiras de rodas, crianças a correr, olheiras fundas (que patologias esconderão?) e mais, muito mais. E aqui assalta-me aquela frase: “ Aquilo que os teus olhos não viram, que os teus ouvidos não ouviram…”. E de repente, estou à frente do Chefe de Serviço da Infecciologia, um homem sério e educado, depois das apresentações, vieram os pedidos: “ Posso fazer um estágio com vocês para o ano? 3 meses na vossa enfermaria, na consulta? É possível?” Ele respondeu um seco sim, como se fosse a coisa mais natural do mundo, não questionou o facto de eu não falar a língua, não me fez uma l...

À espera de chegar...

Conseguimos bilhetes de comboio para Vellore no mesmo dia que aterrámos em Bombaim! Que sorte! Descansámos, tomámos banho e partimos durante a noite.  28h num comboio indiano! Parece horrível, cansativo… o pior, não é? Mas não é!! Não é, não! A sério, foi revigorante, não sei se vos vou conseguir explicar, mas vou pelo menos tentar. Imaginem-se num comboio velho e feio, com ares de pouca manutenção, cheio de pessoas cujo padrão de higiene e limpeza é bem diferente do ocidental (bom, agora não pensei mais nisso e o relato continua!).  Agora a sério, imaginem-se num compartimento com ar condicionado (ah pois, já não sou estudante e também só me enganaram uma, vá duas vezes!), onde cabem uma espécie de 4 beliches, dois de cada lado, as camas são duras, há algumas baratas (poucas), mas o espaço é limpo várias vezes por dia em horário, um tanto ao quanto, aleatório. Quanto aos serviços disponíveis temos casa de banho privativa, internet e café grátis! Ah, ah, também n...